terça-feira, 17 de novembro de 2009

Cabide

Se eu fingir e sair
Por aí na noitada
Me acabando de rir
Se eu disser que não digo
E não ligo e que fico
Só vou aprontar...

É que eu sambo direitinho
Assim bem miudinho
Cê não sabe acompanhar
Vou arrancar sua saia
E por no meu cabide
Só prá pendurar
Quero ver
Se você tem atitude
Se vai encarar...

Se eu sumir dos lugares
Dos bares, esquinas
E ninguém me encontrar
E se me virem sambando
Até de madrugada
E você for até lá...

É que eu sambo direitinho
Assim bem miudinho
Cê não sabe acompanhar
Vou arrancar tua blusa
E por no meu cabide
Só prá pendurar
Quero ver
Se você tem atitude
Se vai encarar...

Chega de fazer fumaça
De contar vantagem
Quero ver chegar junto
Prá me juntar, eh!
Me fazer sentir mais viva
Me apertar o corpo e a alma
Me fazendo suar
Quero beijos sem tréguas
Quero sete mi'léguas
Sem descansar
Quero ver
Se você tem atitude
Se vai encarar...

Se eu fingir e sair
Por aí na noitada
Me acabando de rir
E se eu disser que não digo
E não ligo e que fico
E que só vou aprontar...

É que eu mando direitinho
Assim bem miudinho
Sei que você vai gostar
Vou arrancar tua blusa
E por no meu cabide
Só prá pendurar
Quero ver
Se você tem atitude
Se vai encarar...

Se eu fingir e sair
Por aí na noitada
Me acabando de rir
Se eu disser que não digo
E não ligo, que fico
Só vou aprontar...

É que eu sambo direitinho
Assim bem miudinho
Cê não sabe acompanhar
Vou arrancar sua saia
E por no meu cabide
Só prá pendurar
Quero ver
Se você tem atitude
Se vai encarar...

Se eu sumir dos lugares
Dos bares, esquinas
E ninguém me encontrar
E se me virem sambando
Até de madrugada
E você for até lá...

É que eu sambo direitinho
Assim bem miudinho
Cê não sabe acompanhar
Vou arrancar tua blusa
E por no meu cabide
Só prá pendurar
Quero ver
Se você tem atitude
Se vai me encarar...

Chega de fazer fumaça
De contar vantagem
Quero ver chegar junto
Prá me juntar, eh!
Me fazer sentir mais viva
Me apertar o corpo e a alma
Me fazendo suar
Quero beijos sem tréguas
Quero sete mil léguas
Sem descansar
Quero ver
Se você tem atitude
Se vai encarar...

Se eu fingir e sair
Por aí na noitada
Me acabando de rir
Se eu disser que não digo
E não ligo e que fico
E que só vou aprontar...

É que eu mando direitinho
Assim bem miudinho
Sei que você vai gostar
Vou arrancar tua blusa
E por no meu cabide
Só prá pendurar
Quero ver
Se você tem atitude
Se vai me encarar...

Quero ver
Se você tem atitude
Se vai encarar
Quero ver
Se você tem atitude
Se vai me encarar...


(Ana Carolina)

TRÊS

Um
Foi grande o meu amor
Não sei o que me deu
Quem inventou fui eu
Fiz de você o Sol
Da noite primordial
E o mundo fora nós
Se resumia a tédio e pó
Quando em você tudo se complicou

Dois
Se você quer amar
Não basta um só amor
Não sei como explicar
Um só sempre é demais
Pra seres como nós
Sujeitos a jogar
As fichas todas de uma vez
Sem temer, naufragar

Não há lugar pra lamúrias
Essas não caem bem
Não há lugar pra calunias
Mas por que não
Nos reinventar

Três
Eu quero tudo que há
O mundo e seu amor
Não quero ter que optar
Quero poder partir
Quero poder ficar
Poder fantasiar
Sem nexo e em qualquer lugar
Com seu sexo junto ao mar...

(ADRIANA CALCANHOTO/ ANTONIO CICERO)

Tá tudo assim queimando em mim... e viva a capacidade de (re)inventar-me!

TÁ TUDO ACESO EM MIM
TÁ TUDO ASSIM TÃO CLARO
TÁ TUDO BRILHANDO EM MIM
TUDO LIGADO
COMO SE EU FOSSE UM MORRO ILUMINADO
POR UM ÂMBAR ELÉTRICO
QUE VAZASSE NOS PRÉDIOS
E BANHASSE A LAGOA ATÉ SÃO CONRADO
E GANHASSE AS CANOAS

AQUI DO OUTRO LADO
TUDO PLUGADO
TUDO ME ARDENDO
TÁ TUDO ASSIM QUEIMANDO EM MIM
COMO SALVA DE FOGOS
DESDE QUE SIM EU VIM
MORAR NOS SEUS OLHOS


(ADRIANA CALCANHOTO)

Drummond me deixou muda

Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados. Difícil é sentir a energia transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa!

( Carlos Drummond de Andrade)


fico apenashhhhhhhhhhhh calada!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Amarelo

O amarelo é a cor da solidão
Fumo meu cigarro
Ensimesmada
em mim?
Em mim corre um pouco ou um muito de ti.

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tristeza, paixão e solidão...

entrou atrasado no blog, mas essa reflexão é de 16.10.09


Festa da Laranja em Matinhas: beijos, bocas, nucas e laranjais

Gente, depois de uma semana de dores e horrores, uma amiga me chama para ir à casa de sua família nessa cidade chamada Matinhas ( nunca havia ouvido falar nessa, aliás o parque de exposições da cidade é maior do que a própria cidade) e eu disse: Vou! E fui. Morando em Campina Grande a exatos 4 meses, fazendo novas amizades e vivendo uma liberdade muito grande, maior do que a que sempre tive, fui para a Festa da Laranja, adorei foi bom demais, nunca me diverti tanto, uma sensação de renovação muito grande em vários aspectos. Conheci pessoas, muitas, das mais variadas classes sociais, orientações espirituais e sexuais. Foi tudo! estou numa sensação de encantamento maravilhosa, apesar de não saber quando será o nosso próximo encontro, mas aquele dos laranjais foi demais! Vamos tocar o barco para a frente e esperar o que vai acontecer... eu sei que queria de novo bocas, nucas, pernas, vai e vem de quadril, colar no corpo feito tatuagem, e que tais. Matinhas me tirou do caritó e me fez esquecer ( por ora) um passo da estrada que sei que vai dar em nada e que ios caminhos todos sabemos de cor!!!!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O Rei está morto


No último dia 25, no meio de um turbilhão de coisas a fazer, recebi a ligação de um grande amigo, perguntando se eu já sabia da notícia do dia... eu prontamente respondi que não, inclusive achei que fosse ironia dele acerca das nossas próprias coisas, ainda com a resposta do não na ponta da língua, ele me disse que o rei do pop havia morrido, e eu obviamente, depois de um dia, que mais parecia um turbilhão, titubeei em acreditar e exclamei: meeeeeentira!!!! A fonte que me passou a informação não é dada às práticas de pegadinhas, mas por alguns segundos achei que fosse a famigerada pegadinha.
Pois é, Michael Jackson uma lenda viva, deixou o mundo consternado com a sua partida inespedada e prematura. Um grande ídolo, adorado por muito e odiado por outros tantos. Um cara de personalidade controversa, muitas informações desencontradas sobre sua vida, coisas que ele mesmo reforçava com às suas manias bastante excêntricas, que vão desde a sua radical transformação fisíca até as acusações de abuso de menores. Contudo, as suas excentricidades também tinham um lado positivo: ela era o portador de todos os direitos da maior banda de rock de todos os tempos, Os beatles. Pois é, pasmem a imprensa só enfatiza o lado podre da vida do astro. Ele comprou a obra dos Beatles, acho isso no mínimo adorável. Uma lenda que resguarda os direitos de outra lenda!!!
Um dos maiores ídolos pop de todos os tempos. Confesso que fiquei altamente triste, acho que foi uma perda imensurável para o cenário da música universal. Infelizmente, assim, como grandes outros mitos que povoam o imaginário da humanidade, Jackson se foi de forma inesperada e seguindo o rastro de grandes astros que não sabem lidar com a fama. e seguiram a rota de colisão com a morte: Marylin Monroe, Elvis Presley, Jimmy Hendrix e tantos outros.
Quem nunca fez a coreografia dos zumbis de Thriller, quem nunca fez moonwalk ( aliás ,uma das cenas mais divertidas da minha vida, foi um amigo fazendo o moonwalk na escada do Manaíra Shopping, pelo menos um ano antes da morte do rei). quem nunca pegou na genitália e a inclinou para frente e gritou aaaaaauuuuuuuuu?
Como disse um outro amigo meu na hora que recebemos a notícia "meu mundo dos anos 80 caiu". Acho que essa frase sintetiza bem o que significou M. Jackson um mundo de ideias e de sonhos de toda uma geração.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Krig-Ha-Bandolo: cuidado, aí vem Raul Seixas


Ontem, assistindo ao programa de Leda Nagler, deparei-me, para a minha agradável surpresa, num dia em "que horas dizem nada" uma antropóloga chamada Rosana da Câmara Teixeira, discutindo sobre Raul Seixas e a idolatria em torno disso, que já virou um mito e tem nome e tudo: raulmania ou raulseixismo. Muito interessante a fala dele, mais interessante ainda dever ser esse livro. Em épocas de efemerídes, muita coisa saíra...

Em resumo o livro é isso:
Partindo da questão da idolatria, e tomando como base a figura-ícone de Raul Seixas e os diversos fã-clubes que o roqueiro deixou espalhados pelo Brasil, Rosana da Câmara Teixeira descreve um universo de raulseixistas e raulmaníacos de todos os tipos – ajudando a desvendar os mecanismos envolvidos nessa forma de adesão e sociabilidade características da sociedade contemporânea, e ao mesmo tempo lançando uma nova luz sobre a vida e a obra do artista.

quero ler demais...


Liberdade, liberdade

Remexendo os orkuts alheios, achei no de um grande amigo esse poema de Lau Siqueira, que coincidentemente, é prata da casa, como dizem por aí...


dentro de mim
morreram muitos tigres

os que ficaram
no entanto
são livres
(Lau Siqueira)

Falta muito pouco para libertar mais um tigre que habita, na clausura da minha cabeça, quando sair, aí sim, ninguém me segurará...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

"Toooooooooca Raul" ( parte I): Documentário de Walter Carvalho tá chegando na área!


Este ano, está completando 20 anos da morte do mais interessante e inteligente roquiro brasileiro ( tudo que veio depois dele é last summer, e ele fazia melhor) Raul Santos Seixas, ou simplesmente, Raulzito. Os 20 anos sem Raul, serão bem lembrados, pois sairá para os apaixonados por ele como eu, somente: Um documentário em longa-metragem dirigido por Walter Carvalho e Evaldo Mocarzel; um pacote com um CD de gravações raras e duas inéditas e um DVD documental; e uma biografia que chegam ao mercado ainda este ano. Uiiiiiiiiiiiiiiiiii. Já não era sem tempo, um diretor tomar as rédeas de uma direção acerca desse tão polêmico artista brasileiro, nas ondas das cinebiografias, seria um filme e tanto, pois dados biógraficos da vida dele são, no minimo curiosos: um menino que aos 10 anos desenhava quadrinhos para vender ao seu irmão mais novo ( Plínio); um cara que foi casado com 5 mulheres diferentes e que tem 4 belíssimas filhas, além de ser um artista não muito afeito aos meios de comunicação ( Sílvio Santos que o diga, quem não lembra da magistral frase: "Não é que eu vi o Silvio Santos, sorrindo aquele riso franco e puro para um filme de terror..."?). Ainda bem que Walter Carvalho-- maravilhoso--sacou e vai fazer um filme. Ainda bem que sei que vai sair coisa boa. A maior produção, sem dúvida, é o documentário em longa-metragem "Raul Seixas - O início, o fim, o meio",com locações em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Estados Unidos e França, o filme será lançado no fim do segundo semestre.

Bem, agora é só esperar essas surpresinhas para fãs alucinados como eu: ficarei feito menino pequeno na porta da doceria, só esperando, prá me deliciar!!!!!!

P.S.: estarei sempre escrevendo sobre o nosso querido maluco beleza, durante esse ano...

No próximo texto, falarei sobre um de seus discos. Qual? surpresa, brevemente saberão!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Se chovesse você

Se você fosse lua
Dormiria contigo na praia
Entraria contigo no mar
Choraria teu minguante
Seguiria teu crescente
Habitaria teu luar

Se você fosse sol
Eu seria girassol
Tua luz seria meu farol
Amaria teu calor
O teu fogo abrasador
Queimaria por amor

Se você fosse vento
Queria você todo momento
Pra enrolar meu cabelo
Levantar a minha blusa
Arrancar-me suspiro
Ser o ar que eu respiro

Se você fosse chuva
Eu me deixava molhar de prazer
Dançava na rua pra ter
Minha roupa bem molhada
Minha alma encharcada
Se chovesse você

( Eliana Printes, cantora e compositira amazonense)

The rest silence, ou como diria a sábia filósofa: eu fico apenash calada!

"O tempo passa como um rato pela sala"


Essa é uma das frases que nos pega de açoite no filme Juventude de Domingos de Oliveira, exibido no 4º Cineport que está acontecendo em João Pessoa até o dia 10 de maio.
O filme conta a vida de três amigos que estão na terceira idade, mas que se conheceram na escola, quando foram selecionados para a encenação de A ceia dos Cardeais, texto teatral português. Até aí tudo bem, nada demais, não é mesmo? O problema é quando esses três se reencontram e passam a rememorar suas vidas, desde que se conheceram. Aí é onde mora o perigo... essas memórias, parecem, em príncipio engraçadas, e é mesmo, todavia, essas são memórias de homens que já estão com mais de 60 anos, e, que de muitas formas, não realizaram a contento todas as coisas que queriam ao longo da vida, inclusive, submeteram-se a coisas que não queriam, mas as circustâncias, os levaram a tomarem caminhos que não eram os pretendidos... Talvez, a minha surpresa enquanto espectadora do filme foi exatemente olhar nos olhos da tragédia, por antecipação: aqueles três são exatamente o que a maioria de nós seremos um dia: velhos, com memórias um tanto quanto conturbadas e problemas reais, leia-se o caso de um deles que tem uma filha viciada em heroína...
O filme é todo feito em um clima, poderíamos arriscar dizer, documental, por dois motivos que se sobressaem na diegese, quais sejam: o filme todo feito em digital, por ser de baixo orçamento, mas que faz toda a diferença na narrativa, pois nos leva o tempo todo a pensar que é um grande making off de algo que virá e a própria câmera que aparece na sala quando eles conversam e gravam o que dizem. Enfim, aqueles que tiverem oportunidade vejam ao filme: uma comédia sobre amizade e perplexidade!
Aviso aos navegantes: esse filme só demonstra que fazer cinema- uma concepção que acredito demais, ainda é ideia ( salve Glauber Rocha!!!) - o tempo todo nos é jogado na cara que o filme é BO ( baixo orçamento), composição de um modo geral, com algumas irregularidades, e algo de improvisação, todavia emociona demais o ser humano, afinal, também não é para isso que pagamos ingressos caríssimos? Se arte tem função, esse filme a exerce muito bem! EMOCIONA.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Perdido na Cidade Grande

Assim , deveria se chamar "Perdidos na noite"(Midnight Cowboy, EUA, 1969)Direção: John Schlesinger.Um filme de alguma forma datado, mas que me emocionou deveras. Como, Adeilma, sua imbecil, você não havia assistido, ainda a esse filme?
Pois bem, sem devaneios, vamos ao que interessa: as minhas idiossincrasias em torno deste filme, que de alguma forma mexeu com a minha cabeça.Quando digo que o filme apresenta aspectos datados, refiro-me, sobretudo àquela festa em que os personagens vividos por John Voigth e Dustin Hoffman( sempre maravilhoso, marca a qual lhe tranformou num dos maiores astros daquele período--quem não lembra de sua memorável atuação em The graduate?) acabam se metendo e, que não precisa ser muito inteligente para saber que aquele tipo de evento sempre acaba em merda (ops!), pois a virada do personagem-caubói se dá naquele fatídico momento, em que ele percebe que não é o mais fodão das mulheres novaiorquinas e, começa a refletir em torno da sua profissão, ou melhor, nova profissão, desde a chegada em "New York city".
Um filme que retrata, de forma muito discreta,mas não menos melancólica, a saída do seio da terra natal em busca de dias melhores na cidade grande, que no caso do nosso caubói: Texas-NYC. Sendo que, como a chegada sempre revela dias díficeis; é exatamente isso que acontece, Joe Buck começa a se deparar com a dura vida dos grandes centros: indiferença, estranhamento, pobreza, marginalidade e; o pior, a trajetória descentedente das "quimeras-mil".O único ser que vai compreeender Joe é, o não menos marginalizado, doente e que vive de pequenos golpes: Ratzo Rizo( Hoffman ). É este ser que conhece bem as mazelas da cidade grande que vai dividir sua pobreza, mas também, um coração cheio de sonhos com Joe. O filme também trás, de forma muito sutil, uma tensão homoafetiva, que dentre as outras interpertações que pensei, é resultado de muita carência, dor e bem- querer.
Do ponto de vista cinematográfico, é altamente interessante, beirando, inclusive o cinema autoral, muito em voga na década de 1960, pois é deste período que surgem jovens cineastas como Scorsese , Copolla e Nichols, gerando o período que se imortalizou como "New Hollywood". Há, nesta película, recursos muito inteligentes de câmera, que de alguma maneira me lembrou o nosso enigimático, Walter Carvalho, numas passagens em que a câmera mostra-nos tudo em tão primeiríssimo plano, que não sabemos ao certo o que aquilo que dizer...
Não poderia deixar de mencionar o desfecho, que nos pega de calças curtas, ou no meu caso, sem calcinha, literalmente! Não vou estragar a surpresa; aos queridos amigos-leitores, só digo uma coisa, assistam!
Só para fechar, lembrei muito de um poeta- compositor de Caruaru; Petrúcio Amorim: "cidade grande, moça bela, tu tens o cheiro da ilusão, quem passou na tua janela, já conheceu a solidão..."

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Recife...

Confesso que já tive muita vontade de ir ao carnaval de Recife; inusitadamente, este foi o ano em que menos tive vontade de fazer qualquer coisa relacionada às folias de Momo, no entanto foi exatamente neste momento que ocorreu de forma mais concreta a possibilidade de ir à Veneza brasileira, que pode ter certeza, deve ter algo em comum com às folias de Momo da outra Veneza, nem que seja nas alusões explícitas àquele carnaval; nas lindas fantasias de pierrôs, colombinas e , toda parafernalha que nos lembra a comédia dellarte...
Um encantamento tomou conta de mim, pois já caímos dentro de um maracatu de baque virado, que me arrepiou imensamente; confesso que as lágrimas verteram, pois senti a ancestralidade do continente negro tomar conta do meu corpo e, a tradução desta mesma ancestralidade se deu através dos múltiplos arrepios que se espalharam do meu cabelo até o dedão do pé. Me senti a própria "rainha do maracatu", vinda direto de África!!!
Mal chegamos à uma tal esquina, caímos dentro de uma orquestra de frevo, que aliás, são um sem número a noite inteira!!!!Frevo, frevo, frevo.
Seguimos até um maracatu evangélico. Pode? Isso é muito pós pra mim.
Enfim, o bicho não é tão feio quanto parece, tinha medo de ir ao carnaval de Recife, sendo que o percurso que fiz e na hora em que fiz, posso dizer que é um carnaval altamente família , em que vovôs , vovós, netinhos, pais e filhos se fantasiam e caem na festa.Uma maravilha!
O famoso Marco Zero é simplesmente uma coisa de louco! Ainda de quebra, para coroar meu carnaval, vimos um pedaço do show de nosso querido Alceu -maluco- beleza, mas confesso para mim era o de menos depois daquele brilho de luzes e de cores!!!Um êxtase.

Em tempo: além dos moídos que levei daqui, e que moídos viu?de certas matas não saem nem mosquito, que dirá coelhos; moer é bom demais, havia lá pessoas lindas demais aff maria quanta gente bonita, bem vestida e bem alimentada era a parte turística de uma Recife, que na maior parte de seu tempo não é isso.Mas não vou ser hipócrita de dizer que não foi bom ver aquelas pessoas lindas.minhanossasenhoradodesterrodemalta.Para todos os gostos, gêneros e formatos.A partir de ontem ficou mais claro para mim porquê um certo segmento social da cidade de João Pessoa tem Recife como uma Meca que deve ser visitada pelo menos uma vez na vida!!!!
resumo da ópera:Foi tudo, pessoas!!!!!!!!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Miss Amy Winehouse!


Antes que termine o ano, não posso deixar de falar da coisa mais gostosa que aconteceu, musicalmente falando, para mim, no ano de 2007, que a propósito, só para lembrar a melhor definição que ouvi acerca deste ano : "o cão chupando manga", definição esta, dita por uma amiga querida. Quase morro de rir! Mas voltando, Amy Winehouse dispensa apresentações, visto que ela consegue renovar a forma da melhor criação musical do povo americano (embora ela seja londrina), o Jazz. A partir do meio do ano, quando fui apresentada ao seu som, apaixonei-me logo de cara. Ela é uma mistura pós-moderna, no sentido da palavra, na medida em que traz à tona uma certa presentificação do passado, revestida de algo que mistura as big bands do jazz, as black bands, tudo isto temperado ao expressivo e quase caricatural jeitão Junkie de ser (por acaso, lembra alguém? que é bastante conhecida entre nós). Mas, ao mesmo tempo, é absolutamente atual, pois seu som é regado também, por doses muito interesantes da nova black music, sobtretudo o hip-hop em que é nítido na sua música influência deste estilo.Enfim, espero que 2008 seja um ano de rehab para nossa musa, porque do jeito que vai...Só tenho a dizer sobre a Rê Bordosa deles: ô coisa gostosa!!!

domingo, 30 de dezembro de 2007

Sobre autos, altas noites e admirações( parte 1)

Querid@s,

Fomos à Campina Grande (aquela cidade que já me fez tão feliz) eu e um dos meus grupos mais amados, isto é, o grupo que "entende"e entende mesmo de arte, música boa, diversão e conversas agradabílissimas .Estes "queridos-amados" aos quais tenho tanto respeito e admiração. Admiração esta, que passa pela sigularidade de cada um, os vários tipos e jeitos.Vejamos: adimiro um pela seriedade e compromisso que encara a vida, trabalho é o seu nome, além de amar e querer sempre mais, admiro o outro pela coragem de romper fronteiras geográficas, literalmente, em busca do grande amor, a admiração ao outro passa pela sua imensa capacidade de noitadas inteiras acordado e, no outro dia, não ter uma dor de cabeça, admiro, a única mulher, daquele grupo seleto, pela leveza e discrição que encara a vida, e admiro o único ser externo aquele apartamento pela sua mutabilidade artística, que sempre arranca aplausos do mais simples cidadão, ou seja, o que não tem aprofundamento na vivência artística, até o mais exigente crítico de arte,pela sua seriedade de encarar a arte.Pois bem, primeiro as admirações.
Toda esta "viagem" foi decorrente do Auto do Menino Jesus de Campina Grande, escrito por Didi, meu querido-amado, e dirigido por Dudu, a quem sempre cumprimento com "Hello"e também muito amado.
O auto tem um texto lindo, sensível e, com palavras que tenho quase certeza: foram ditas pelos personagens reais.Houve uma apropriação devida pelo meu diretor favorito, da encenação, coisa de louco," bicho" ( para lembrar minha amiga portuguesa).Depois falo mais sobre o auto.
As altas noites já se iam, quando chegávamos no apto mais divertido de CG, aquela altura, pois como diria o dito popular:"primeiro a obrigação depois a devoção",isto é, íamos todos lindos, cheirosos e contentes para vermos um show de luzes e cores no Parque do Povo, depois íamos para uma infidável partida de totó que só era decidida nos pênaltis por volta das 4:30 da manhã!!!Pode?

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

começando, à guisa de aprendizado, com uma definição para não-iniciados ou "o que mulesta mesmo é essa tal de Belle Epoque"?

Belle Époque
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A Belle Époque foi um período na história da França que começou no fim do século XIX e durou até a Primeira Guerra Mundial. Considerada uma era de ouro da beleza, inovação e paz entre a França e seus vizinhos europeus. Novas invenções tornavam a vida mais fácil em todos os níveis sociais, e a cena cultural estava em efervescência: cabarés, o cancan, e o cinema haviam nascido, e a arte tomava novas formas com o Impressionismo e a Art Nouveau. A arte e a arquitetura inspiradas no estilo dessa era, em outras nações, são chamadas algumas vezes de estilo "Belle Époque". Enquanto a arte e a inovação floresciam, esta época também viu a ascensão de militantes da classe trabalhadora (proletários) e movimentos socialistas organizados. Estes conflitos, assim como vários escândalos políticos, começaram a polarizar o país entre a "Esquerda" e a "Direita". Apesar disso, este período é lembrado na França como uma era dourada do passado que terminou bruscamente com o início da Primeira Guerra Mundial.

Também é a expressão que designa o clima intelectual e artístico do período que vai aproximadamente de 1880 até o fim da Primeira Guerra Mundial, em 1918. Foi uma época marcada por profundas transformações culturais que se traduziram em novos modos de pensar e viver o cotidiano. Inovações tecnológicas como o telefone, o telégrafo sem fio, o cinema, a bicicleta, o automóvel, o avião, inspiravam novas percepções da realidade. Com seus cafés-concertos, balés, operetas, livrarias, teatros, boulevards e alta costura, Paris, a Cidade Luz, era considerada o centro produtor e exportador da cultura mundial. A cultura boêmia imortalizada nas páginas do romance de Henri Murger, Scènes de la vie de bohème (1848), era um referencial de vida para os intelectuais brasileiros, leitores ávidos de Baudelaire, Rimbaud, Verlaine, Zola, Anatole France e Balzac. Ir a Paris ao menos uma vez por ano era quase uma obrigação entre as elites, pois garantia o vínculo com a atualidade do mundo.

se o problema for esse -- temos o blog pronto

agora, é só começar...